Ninguém mais estranha a idéia de ter óleos de girassol. mamona, soja, dendê misturado ao Diesel Comum – o tão falado Biodiesel. Mas será que essas são as únicas plantas que podem ser usadas? A resposta é não. O que pouca gente sabe é que inclusive algas podem ser usadas!
Atualmente mais de 150 espécies de algas são usadas comercialmente para prover alimentos aos seres humanos e animais, servir como agentes espessantes em sorvetes e eliminar doenças em forma farmacêutica. O que poucos sabem é que as algas e os plânctons podem ser usados como biomassa para produção de biocombustíveis.
Apesar de os Estados Unidos serem um dos países que mais contribuem para as emissões gasosas que promovem o aquecimento global - e de não serem muito fãs de tratados para redução de emissões - é de lá que vem essa tecnologia. E surpresa: eles pesquisam isso desde 1978.
A empresa emergente Solazyme, dos Estados Unidos, apresentou a primeira versão operacional de seu sistema de biologia sintética capaz de gerar biodiesel a partir do processamento de algas marinhas.
Segundo nota da empresa, o seu biodiesel derivado de algas passou nos testes iniciais de avaliação, alimentando um veículo comercial em condições reais de tráfego.
Esse processo utiliza um equipamento de fermentação padrão da indústria, o que significa que ele é escalável, podendo produzir o biodiesel em larga escala.
O veículo de testes rodou com o seu motor diesel original, sem modificações. Ele foi abastecido com uma mistura do diesel tradicional com o novo biodiesel. A tecnologia está sendo avaliada em conjunto com a empresa Chevron.
Enquanto que a soja é capaz de produzir cerca de 450 litros de Biodiesel por hectare a cada ano, estima-se que as algas poderiam produzir cerca de 90 mil litros por hectare a cada ano. Além disso, há três outras vantagens:
1) algas podem ser cultivadas em terrenos que não são bons para agricultura (terrenos não aráveis) e em pequenas áreas;
2) há a possibilidade de gerar etanol a partir do que resta após a retirada do óleo.
3) como utilizam CO2 atmosférico, o produtor pode vender os créditos de carbonos. Há um projeto nos EUA que pretende direcionar o CO2 produzido por uma cervejaria para um cultivo de algas, e assim, diminuir as emissões.
Apesar de o Laboratório Nacional de Energia Renovável americano já ter selecionado cerca de 300 espécies que produzem bastante óleo, ainda é difícil reproduzir os resultados de laboratório em um tanque real, que esteja exposto às condições naturais. Isso porque a iluminação, precipitação, pH e organismos invasores causam perturbação e podem substituir a alga de interesse. Enquanto esses problemas não forem resolvidos, a idéia permanece economicamente inviável.
O biocombustível não representa uma revolução energética, já que a sua fabricação continua sendo extremamente danosa ao ambiente. Claro, não podemos negar que se trata de um avanço que promove desenvolvimento, economia e renda. Mas ainda é um paliativo, uma vez que não nos livra da dependência de motores à combustão e, portanto, das emissões gasosas nocivas à saúde.
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