segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Definições de Engenharia Química

Um conceito moderno e satisfatório de Engenharia Química só é conseguido conjugando a definição formal da área profissional com a evolução histórica da atividade do Engenheiro Químico. A razão disto é que a profissão evoluiu de uma idéia inicial, em que era definida com íntima ligação à indústria química e correlata, até a concepção atual, muito mais abrangente, decorrente das muitas habilitações do Engenheiro Químico.

Do ponto de vista formal, a definição de Engenharia Química é a seguinte:

"É o ramo da engenharia que trata das aplicações dos princípios e demais decorrências das ciências físicas, da economia e das relações humanas ao processo onde a matéria sofre transformações de conteúdo energético, estado físico ou composição, tudo isto com o fim de atender as necessidades ou as aspirações humanas".

Como ciências físicas entende-se aqui, todas as ciências que tratam do mundo físico, tais como a física propriamente dita, a química, a biologia, a mineralogia, etc. Como economia entende-se os princípios que regem a atividade econômica e servem para delimitar a viabilidade da aplicação das ciências físicas. Como relações humanas consideram-se todas as regulamentações e normas a que estão sujeitos os processos de que tratam os Engenheiros Químicos. São normas técnicas, normas de segurança, legislação de controle de poluição, direitos trabalhistas, etc.

É importante salientar que a Engenharia Química, como todos os outros ramos da Engenharia, aplica princípios físicos mas sendo obrigado a aplicar simultaneamente princípios econômicos e de relações humanas. De nada adiantaria um Engenheiro Químico projetar um processo eficiente do ponto de vista teórico, mas inviável economicamente ou que seja proibido do ponto de vista ambiental ou que desrespeite normas de segurança da saúde dos trabalhadores eventualmente empregados no processa ou ainda que atente contra outros princípios e leis que regem a convivência humana.

A característica mais marcante da Engenharia Química, em comparação com outros ramos da Engenharia é a sua abrangência, uma característica que resulta de sua peculiar e ampla base física, química e matemática. Apesar disso, a imagem pública da profissão é quase que exatamente o oposto. Ao invés de ser percebido como uma ampla, geral e versátil forma de engenharia, a engenharia química é vista num sentido muito mais estreito e especializado: a aplicação da química na manufatura de produtos químicos. Se o Engenheiro Químico não é mais considerado "um químico que trabalha em uma planta industrial", ao invés de um laboratório, ele é no mínimo visto como "um engenheiro que aplica química" ou "uma pessoa que fabrica produtos químicos". Isto é, há uma persistência na idéia de que o engenheiro químico é um químico industrial ou um químico de processo.

A imagem está mal colocada evidentemente: o Engenheiro Químico é em primeiro lugar e de modo proeminente um engenheiro, ao invés de um químico industrial, de processo ou do que for, e semelhantemente a outros engenheiros ele está primordialmente engajados com a aplicação da abordagem de engenharia na solução dos problemas em sua área particular de conhecimento.

O Engenheiro Químico planeja, calcula, constrói e opera não só o processo em si, mas os equipamentos onde as transformações ocorrem. É envolvido, portanto, com cálculos, desenhos, materiais de construção, planejamento, compras, organizações do trabalho, etc., atividades típicas de um engenheiro.

Há várias razões para esta percepção distorcida da Engenharia Química por parte do público. A maior destas causas é que o termo Engenharia Química é impróprio para designar a profissão. Engenharia Química, com sua conotação de "manufatura de produtos químicos" tem implicando uma base exclusivamente química na profissão, não representa senão parte da profissão. Os Engenheiros Químicos modernos estão engajados em atividades que ultrapassem em muito a manufatura de produtos químicos. Eles estão em atividades que vão desde esta mencionada até o planejamento ambiental, passando por análises de sistemas de transformação de materiais, produção de energia, sistemas de sobrevivência em ambientes limitados, engenharia biomédica, engenharia espacial, fabricação de semicondutores, e mais uma gama extraordinariamente grande de outras atividades.

Uma segunda causa a ser citada nesta percepção equivocada, é a origem do curso de Engenharia Química nos Departamentos de química Tecnológica das Escolas de Engenharia ou nas Escolas de Química. O ensino da Engenharia Química, nos seus primórdios, aparece em muitas Universidades, como um curso de especialização para químicos e não como um novo curso de engenharia como foi no MIT-USA. Esta imagem ficou até o presente, fazendo com que a profissão seja persistentemente confundida com a profissão do Químico. Engenheiro Químico não é um Químico.

A seguir temos outra definições que buscam expressar a profissão de engenheiro químico

a) “É a aplicação dos princípios e das ciências físicas e químicas bem como da economia e das relações humanas no desenvolvimento dos processos pêlos quais a matéria sofre transformação de estado físico, de composição química e de conteúdo energético”- AIChE – American Insitute of Chemical Engineers - USA

b) Engenharia Química é uma área da Engenharia que trata da arte de aplicar conhecimentos científicos e empíricos, oriundos das ciências físicas, químicas e físico-químicas, combinadas com os aspectos econômicos, de segurança e proteção ao meio-ambiente, com o objetivo de utilizar e converter recursos naturais em formas adequadas para o atendimento das necessidades e aspirações humanas. Para tanto se envolve com os aspectos de transformações da matéria, seja em seu estado físico, de composição química e de conteúdo energético, tendo de para isto, de calcular, dimensionar, projetar, fazer construir, montar, operar e manter, equipamentos e sistemas destinados a produzir, em condições de viabilidade técnica e econômica, bens e serviços de interesse social e comercial”. Thober, C. W. A.

c) “Chemical Engineering is the technique of scaling-up such operations and processes, with some of the large-scale plants being operated continuously and with automatic control. So chemical engineerign is concerned with keeping costs low by mass production methodos, by optimization, and by reducing labor costs. It also is concerned with quality control through better instrumentation related to automatic control systems” John T. Davies – University of Birmingham, England


TUDO BEM COMPLETO E EXPLICADO PARA QUE NÃO HAJA DUVIDAS:

NÃO É Química! É ENGENHARIA QUÍMICA!

2 comentários:

Unknown disse...

o blog ficou liiindo!!!
aee galeraa.. vamu valorizar, comentar aki. =D
eu.. tive a honra de ser a primeira.. hhahaha

aii.. engenharia quimica eh o q há :D

;* aline!

leticia siqueira disse...

aee amigaaa eu sou a segundaaaa!!!
o blog ficou mas que lindo, ficou
muito firmeeee!!!!

o fabinho ta de parabensss!!!

engenharia quimica na cabeça e no coração...

=* leh!!!